Alexandre Pinheiro Torres

Natural de Amarante, viveu nessa vila, na Póvoa do Varzim, na ilha de S.Tomé, e nas cidades de Lisboa e Porto. Estudou Ciências na Universidade do Porto, e Letras na Universidade de Coimbra. Estreou-se literariamente em 1950, tendo publicado, entre outros, os seguintes livros de poesia: "Novo Génesis", "A Voz Recuperada", "Ilha do Desterro" e "A Terra de Meu Pai". Segundo o Dicionário da Literatura Portuguesa, "a sua obra de ensaísta e crítico impuseram-no como grande personalidade no panorama das nossa letras contemporâneas. Vigor na argumentação, capacidade intelectiva e poder de análise, desassombro nos juízos (atingindo, por vezes, uma violência apaixonada) são as características mais salientes da sua actividade, reformadora e progressista." De uma pequena parcela de toda essa actividade, exercida em variadíssimos periódicos, reuniram-se até agora apenas duas colectâneas: Poesia - "Programa para o Concreto",1966 ("Ulisseia") - e Romance - "O Mundo em Equação",1967 ("Portugália").

Membro do júri da Sociedade Portuguesa de Escritores que, em 1965, atribuiu o Grande Prémio de Novelística a Luandino Vieira, preso e perseguido pelo Estado Novo, fixou-se em Inglaterra, onde, desde1966, leccionava em Cardiff como Professor Extraordinário e Chefe da Secção de Estudos Portugueses e Brasileiros.

(TORRES, Alexandre P., Vida e Obra de José Gomes Ferreira, 1ªedição, Amadora, Livraria Bertrand, 1975)

[ CITI ]