Actividade crítica

A contrastar com o isolamento e a pequenês da educação tradicional e religiosa que recebera em S. Miguel, Antero cultiva-se no ambiente académico de Coimbra com novas influências e vive uma conjectura que faz emergir a faceta mais polémica e herética, liderando o inconformismo da denominada geração de 70. Da sua intensa actividade, contam-se as suas participações na sociedade do raio, realizando igualmente inúmeras publicações, entre as quais de destaca o opúsculo "Defesa da Carta Encíclica de Sua Santidade Pio IX" e a sua obra de 1865 (mas já concluída em 1863) Odes Modernas em que se manifesta a visão crítica do ultra-romantismo e de toda a sua sede de mudança, causando, por consequência, uma grande agitação nas melancólicas e pouco inovadoras "hostes" ultra-românticas, daí que António Feliciano de Castilho, num prefácio ao problema da mocidade, de Pinheiro Chagas, assuma uma posição crítica em relação à geração coimbrã. A resposta peremptória de Antero de Quental dá-se no seu opúsculo "Bom senso e Bom gosto", dirigida ao antigo mestre e que está na origem de uma das maiores controvérsias no panorama literário português: a Questão Coimbrã.

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