Bom senso e Bom gosto

Antero, criticando o provincianismo, o ridículo e a futilidade do ultra-romantismo, preconiza o poeta como um sacerdote, um apóstolo que, face à sua elevada missão, numa época de grandes mutações, se deve libertar da vaidade, superficialidades, privilégios e concentrar em si o maior número de virtudes, uma grandeza moral e uma independência do pensamento que lhe permita evitar o aprisionamento pelas teias da corrupção e incidir no âmago da literatura: o ideal.

"O escritor quer o espírito livre de jugos, o pensamento livre de preconceitos e respeitos inúteis, o coração livre de vaidades, incorruptível e intemerato. Só assim serão grandes e fecundas as suas obras (...)" nas quais se procura alcançar o "bem, o belo, o verdadeiro" (Quental,1931:335).

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