Filosofia

A doença que sempre acompanhou Antero, manifesta, sobretudo, a partir de 1874, sintomas de agravamento, o que aliado ao abismo entre as suas grandes aspirações e a impotência da sua realização, conduzem a um sentimento de frustração, de um espirito incessantemente atormentado por questões existenciais para as quais procura desesperadamente obter uma resposta. Face a essa situação, a fase da sua vida mais pessimista começa a manifestar-se de modo cada vez mais intenso.

Todavia, a paz que reencontra em Vila do Conde, leva-o à afirmação da consciência que lhe permite ultrapassar o pessimismo, daí afirmar: "O pessimismo não é um ponto de chegada mas um caminho. É a síntese da negação no esforço da natureza, a luz implacável caindo sobre o acervo das ilusões, das causas naturais"

Agora, preconiza um misticismo de grande influência budista cujos princípios filosóficos se encontram expressos no seu ensaio sobre as tendências gerais da filosofia, na última metade do século XIX. Deste modo, Antero vive um momento de grande pacificação e tranquilidade, mas que não tarda a dar lugar, novamente, às suas crises nervosas. O misticismo não produziu o verdadeiro amparo de que Antero necessitava, libertando-se desta angústia trágica com o suicídio que comete em 1891, frente ao Convento da Esperança.

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