Geração de 70

Ver Geração de 1870 (Temas da Cultura)

Esta geração manifestava um grande descontentamento em relação à decadência da realidade política, cultural e social do país. Com efeito, se o liberalismo já estava consolidado e assentava em velhas estruturas, o que gerava inconformismo dos jovens universitários em relação a esta situação. Por outro lado, o cenário cultural e em particular o literário era bastante pobre, sendo dominado pela retórica ultra-romântica, caracterizada por um sentimentalismo excessivo e piegas, reinando um autêntico vazio de ideias, já que se privilegiava sobretudo a forma. É por isso que a irreverência da juventude coimbrã, contestando o magistério de Castilho (que representa uma espécie de padrinho dos escritores mais novos da geração ultra-romântica), demarca-se desse movimento para eles exagerado, deformado e desprovido de realismo. Essa consciência crítica é acentuada pelos cada vez mais intensos e frequentes contactos com a cultura europeia, sendo influenciados por autores como Darwin, Michelet, Vítor Hugo, Hegel, Comte e Proudhon.

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