A questão coimbrã

A questão Coimbrã gerou uma intensa polémica em torno do confronto literário entre os ultra românticos e os jovens estudantes de Coimbra, que defendiam uma concepção empenhada, à luz da qual os problemas de ordem social deviam ocupar a atenção do escritor. Para além do opúsculo "Bom senso e Bom gosto", Antero escreve o folheto "A Dignidade das Letras e as Literaturas Oficiais", enquanto Teófilo de Braga escreve o folheto "Teocracias Literárias". Na defesa de Castilho, as intervenções de Ramalho Ortigão e de Camilo Castelo Branco destacam-se, embora a grande relevância de toda esta questão se centre nos opúsculos dos dois primeiros escritores. Esta polémica, que durou meses, com frequentes trocas de publicações críticas de ambos os lados, terminou com a sobrelevação dos ideais preconizados pela Geração de 1870 (e sobretudo por Antero) ,o que provocou uma autêntica renovação cultural, acentuando o papel de intervenção social que a literatura deve ter, abalando as concepções retrógradas do ultra-romantismo, impulsionando a afirmação do realismo

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