Patrícia Emília do Carmo de Barros

Patrícia Emília do Carmo de Barros nasceu em Vila Real no ano de 1826. Era órfã, descendente de famílias distintas. Tinha vocação para canto e piano. Camilo enamorou-se de Patrícia quando voltou para Vila Real, regressado da vida académica que desenvolveu no Porto. Os dois jovens fugiram para Coimbra em 1846, resultando daí a prisão dos fugitivos na Cadeia da Relação do Porto, ordenada por João Pinto da Cunha.Quando sairam em liberdade, a 23 de Outubro do mesmo ano, continuaram a encontrar-se, o que deu origem ao nascimento de Bernardina Amélia, filha de ambos. Camilo abandonou Patrícia e manteve intimidades com a freira Isabel Cândida Vaz Mourão. O abandono prendeu-se, em parte, com as ameaças feitas a Camilo por causa dos seus artigos acutilantes. Abandonada, Patrícia Emília Barros «só seis ou sete anos depois do nascimento de D.Bernardina Amélia (…) atou relações com outro indivíduo, de quem teve um filho, que a socorreu, e morreu em África.» Morreu no ano de 1885.

in O Romance do Romancista, de Alberto Alberto, pg.104, Parceria A.M.Pereira.Ldª, 1974, 2ªed

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