Camilo fala do padre António nas suas obras
Na sua obra Duas Horas de Leitura, Camilo afirma do padre António José de Azevedo: «Fui educado numa aldeia, onde tenho uma irmã casada com um médico, irmão de um padre, que foi meu mestre. O mestre podia ensinar-me muita coisa que me falta; mas eu era refractário à luz da gorda ciência do meu padre». Fala dele, novamente, em Lira Meridional :« Vivi dois anos com este prior. As nossas camas estavam no mesmo quarto. Ensinava-me latim e música de Canto.» Em 1863 dedica-lhe o romance O Bem e o Mal, onde o trata de «operário infatigável em serviço de Deus e da humanidade.»
in Dicionário de Camilo Castelo Branco, de Alexandre Cabral, p.45, Editorial Caminho, Lisboa, 1988, s/ed.
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