Polemista
A actividade polemística acompanhou Camilo desde o início da sua produção literária. Possuia um sarcasmo aterrador e uma agressividade temida por todos quantos eram alvo das suas críticas. Ao todo, contam-se trinta e seis polémicas produzidas por Camilo, dividindo-se em sete áreas:
Religião
1850 - Eu e o Clero - com Alexandre Herculano
1852 - Racionalismo e Fé - com Pedro de Amorim Viana
1854 - com A Família Católica
1872 - com o padre Júlio da Rocha Soares de Carvalho
1883 - Questão da Sebenta
Política
1852 - com o Jornal do Povo
1853 - com A Nação
1859 - com João Félix Rodrigues e O Eco Popular
Literatura
1865/1866 - Bom Senso e Bom Gosto
1872/1873 - Questão Faustiana
1874 - com Silva Pinto
1879 - sobre o Cancioneiro Alegre
1881 - Modelo de Polémica Portuguesa - com Alexandre da Conceição
1886/1887 - com Eça de Queirós
História
1866 - relacionada com o patriotismo de frei Bartolomeu dos Mártires
1877 - com Manuel Pinheiro Chagas
1884 - com Oliveira Martins
1887 - com Martins Sarmento (polémica amigável)
Conflitos Pessoais
1850/1851 - com António Aires de Gouveia
1850 - com D. Januária d'Azevre e Ruibarbo
1850/1851 - com João Augusto Novais Vieira
1859 - com Augusto Soromenho
1880 - com a princesa Rattazzi
Sobre direitos autorais
1874 - com Anselmo Evaristo de Morais Sarmento
1879 - com António Maria Seabra de Albuquerque
- com J.M. da Cunha Seixas
1886 - Lugan & Genelioux
Carácter familiar
1852 - interveio na desavença conjugal do barão do Bolhão
Para além destas ainda houve:
1851 - com Miguel Sotto-Mayor e Silva Túlio
1853 - com O Brás Tisana e J.M. da Silva Vieira
1879 - com Cipriano Jardim
Nota: informação retirada de Dicionário de Camilo Castelo Branco, de Alexandre Cabral, pgs. 509 a 512, Editorial Caminho, Lisboa, 1988, s/ed.
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