Policiais

Para Dinis Machado "o policial é o género literário que está mais perto de satisfazer uma certa curiosidade humana" (DIÁRIO POPULAR 2/05/87)

A história destas três obras policiais escritas em apenas seis meses e publicadas ao longo de um ano, começa na ex-editorial Ibis. "Eu estava numa altura muito má da minha vida, com a minha mulher doente e precisava de dinheiro". "O contrato com o patrão Jaime Mas, dava-me um total de 18 000$00, 6 000$00 por cada um dos três títulos, e pronto. Foi assim que tomei conta da COLECÇÃO RIFIFI, e escrevi esses três policiais, que são simultaneamente, uma homenagem e uma paródia aos romances e filmes de uma determinada época que influenciou uma geração".

Quanto ao contexto geral em que estas três obras surgiram, o autor diz ter sido "numa altura em que o aculturado Europeu, quer na Literatura quer no Cinema, estava em plena difusão".

Desde cedo um verdadeiro devorador da literatura policial americana de onde destaca Chandler ou Hamnet como referências dessa mesma literatura, Machado escreveu os três policiais sob o irónico pseudónimo de Dennis Mcshade em 1968, contando essas obras com Peter Maynard, personagem principal e narrador definido por Machado (ou melhor Mcshade) como um "herói de ficção pura" (A CAPITAL 24/03/87).

Embora sejam por muitos consideradas menores estas obras terão constituído uma verdadeira paródia ao romance policial negro americano.

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