Biografia

1845

Nasce José Maria Eça de Queirós, no dia 25 de Novembro, filho natural de D. Carolina Augusta Pereira de Eça e Dr. José Maria de Almeida Teixeira de Queirós.

No dia 1 de Dezembro é baptizado na Igreja Matriz de Vila do Conde na presença de Ana Joaquina Leal de Barros, sua ama de criação e sua madrinha, tendo por padrinho o Senhor dos Aflitos.

1846

Provavelmente, entre Novembro deste ano e Janeiro do ano seguinte, Eça parte para Verdemilho (Aveiro) onde fica entregue aos cuidados de seus avós paternos devido à demissão de seu pai do cargo de delegado do procurador régio em Coimbra. É aqui que aprende as primeiras letras.

1849

Realiza-se o casamento dos pais de Eça, no dia 3 de Setembro.

1850

O seu avô paterno morre no dia 16 de Setembro.

1851

Entre 20 e 26 do mês de Maio morre Ana Joaquina Leal de Barros no Hospital de Vila do Conde, sendo sepultada como indigente.

1855

Morte da sua avó paterna, a 3 de Novembro.

Eça é internado no Colégio da Lapa na Rua do Germalde, no Porto, que é dirigido pelo pai de Ramalho Ortigão, Joaquim da Costa Ramalho, e onde o próprio Ramalho é professor de francês. É aqui que completa a escolaridade obrigatória.

Frequenta a casa de sua tia materna, D. Carlota Pereira d’ Eça, casada com Afonso Tavares de Albuquerque, na rua da Cedofeita.

1861

Matricula-se no primeiro ano da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em Outubro, contando dezasseis anos. Provavelmente, realizou os exames no Porto, apenas fazendo o de francês em Coimbra.

1864

Eça conhece Teófilo Braga.

1865

Conhece Antero de Quental.

Em Abril Eça representa, no Teatro Académico em Coimbra, uma peça da autoria de Teófilo Braga.

1866

Publica o seu primeiro texto na "Gazeta de Portugal" no dia 23 de Março. É na redacção desta gazeta que conhece Jaime Batalha Reis.

Conclui o Curso de Direito no dia 22 de Julho, tendo a carta do curso a data de dia 23.

Muda-se para Lisboa, instalando-se na casa dos pais, situada no Rossio, n.º 25, 4º andar.

Faz a sua inscrição como advogado no Supremo Tribunal de Justiça.

No fim deste ano parte para Évora onde funda e dirige um jornal de oposição, bissemanário, o "Distrito de Évora", continuando a colaborar na "Gazeta de Portugal".

1867

No dia 6 de Janeiro sai o 1º número do "Distrito de Évora".

A 28 de Março estreia-se no tribunal, na defesa de um réu em Évora.

A 28 de Julho deixa a direcção do bissemanário, regressando a Lisboa.

É no fim deste ano que tem lugar a formação do grupo que dá pelo nome de Cenáculo, do qual Eça é um dos primeiros membros. Fazem também parte deste grupo Jaime Batalha Reis, Salomão Saragga, Ramalho Ortigão, Oliveira Martins, Augusto Fuschini, José Fontana e outros.

1869

A 23 de Outubro viaja para o Egipto em companhia do Conde de Resende.

No dia 17 de Novembro assiste à abertura do canal do Suez.

1870

Regressa da viagem ao Médio Oriente.

Em 21 de Julho é nomeado administrador do concelho de Leiria através de um despacho.

Em Setembro presta provas para cônsul de 1ª classe, nas quais ficou classificado em primeiro lugar, sendo preterido na colocação.

1871

No dia 6 de Junho é exonerado do cargo administrativo em Leiria a seu pedido.

A 12 de Junho Eça de Queirós profere a 4ª Conferência do Casino denominada A Nova Literatura ou, como Eça se lhe refere n’ As Farpas, "A Afirmação do Realismo como Nova Expressão da Arte".

1872

No dia 16 de Março, Eça é nomeado cônsul de 1ª classe nas Antilhas espanholas.

A 20 de Dezembro chega a Havana, sendo empossado pelo seu antecessor.

1873

A 30 de Maio viaja para Canadá, América Central e Estados Unidos, onde visita Nova Iorque, Chicago, Filadélfia, Pittsburg, Lago Ontário e Montreal em missão oficial.

Regressa a Havana a 15 de Novembro.

1874

Em Março parte para Lisboa, onde permanece oito meses.

A 29 de Novembro é transferido para o Consulado de Newcastle-on-Tyne, cidade inglesa.

Parte no dia 14 de Dezembro e chega no dia 30, tomando posse neste mês.

1878

A 25 de Fevereiro em "A Renascença", do Porto, é publicada uma carta sobre Ramalho Ortigão.

A 30 de Junho é transferido para o consulado de Bristol.

Estabelece contactos com o editor Chardron, apresentando o projecto das Cenas da Vida Portuguesa, que seriam desenvolvidas ao longo de doze volumes.

1879

Em Junho escreve o romance O Conde de Abranhos, durante as férias em Dinan, França. Este romance só foi publicado postumamente.

Prepara o texto Idealismo e Realismo, que nunca chega a publicar.

1880

Em Janeiro vem passar férias a Portugal.

Em Junho regressa a Bristol.

1883

Em 26 de Abril é eleito sócio correspondente da Academia Real das Ciências.

1884

Visita a Costa Nova acompanhado da condessa de Resende e de suas filhas, Emília e Benedita.

1885

Visita Émile Zola, em Paris.

A 25 de Dezembro os pais de Eça declaram oficialmente a sua legitimidade.

1886

A 10 de Fevereiro casa-se com Emília de Castro Pamplona (Resende) no Porto, no oratório particular da Quinta de Santo Ovídio.

No dia 21 de Abril elabora o prefácio do livro O Brasileiro Soares de Luís de Magalhães.

A 12 de Junho escreve o prefácio de Azulejos do Conde de Arnoso.

1887

Com o romance A Relíquia concorre ao Prémio D. Luís da Academia Real das Ciências, perdendo em favor da obra O Duque de Viseu de Henrique Lopes de Mendonça.

Em Julho elabora, sem a publicar, uma Carta a Camilo Castelo Branco. Elabora uma Carta-Prefácio para Luís de Camões, um poema de Joaquim de Araújo.

1888

A 28 de Agosto publica-se o decreto que o nomeia cônsul em Paris.

Em 20 de Setembro toma posse do seu cargo, começando a exercer em Outubro.

Desenrola-se a polémica com Pinheiro Chagas concernente à atribuição do Prémio D. Luís.

Forma-se o grupo dos Vencidos da Vida em Lisboa.

1889

No dia 25 de Fevereiro sai em "O Primeiro de Janeiro" o prefácio do livro de João Dinis, Aguarelas.

A 24 de Março chega a Lisboa de férias.

No dia 29 de Março publica anonimamente Os Vencidos da Vida em "O Tempo".

A 1 de Julho sai 1º número da "Revista de Portugal", fundada e dirigida por Eça.

No mês de Dezembro elabora o artigo Eduardo Prado.

1890

A 11 de Janeiro no único número da revista "Anátema" aparece o artigo Fraternidade, com a data de Abril de 1888.

1892

Em Maio sai o último número da "Revista de Portugal".

1893

Durante este ano colabora com o jornal a "Gazeta de Notícias" com diversos artigos.

1894

Continua a colaboração na "Gazeta de Notícias".

1895

Organiza e prefacia O Almanaque Enciclopédico para 1896, em colaboração com José Sarmento e Henrique Marques.

Colaboração no jornal "Gazeta de Notícias".

1896

Organiza e prefacia O Almanaque Enciclopédico para 1897, com os mesmos colaboradores.

Publicação de Antero de Quental – In Memoriam com a colaboração de Eça com o texto "Um génio que era um santo".

Colabora, mais uma vez, na "Gazeta de Notícias".

1897

Colaboração no jornal "Gazeta de Notícias", que terminará ainda neste ano.

Em Paris começa a publicação da "Revista Moderna", com a colaboração de Eça.

1899

Manifesta-se sobre a condenação do capitão Dreyfus, caso da jurisprudência militar francesa, numa carta de 26 de Setembro a Domício da Gama.

1900

No mês de Julho o estado de saúde do escritor agrava-se.

A 13 de Agosto regressa a Paris vindo da Suíça e, sem melhoras, recolhe ao leito.

Morre a 16 de Agosto em Neuilly, após doença prolongada. A 17 de Setembro o corpo é transladado para Portugal, realizando-se o funeral no cemitério do Alto de S. João em Lisboa.

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