A Capital - Artur

Artur Corvelo é o personagem central do romance. Tem um espírito romântico.

De famílias burguesas de Lisboa, nasce em Ovar. Teve uma educação superproteccionista e ultra-romântica. Por isso tem um espírito romântico.

Era muito pálido, e extremamente sensível - "uma porta que batia de repente fazia-o despedir um grito". Lia muito, embora desordenadamente.

Em Coimbra entrega-se à vida boémia e reprova no primeiro ano. A mãe morre. Pouco tempo depois, morre o pai. Artur fica na penúria. Depois de algumas peripécias, vai parar a casa de duas tias paternas, em Oliveira de Azeméis, onde se torna ajudante de farmácia.

Lê Vítor Hugo, Lamartine e Barbier e compõe versos para um livro, que está a escrever, chamado "Esmaltes e Jóias".

Herda dois contos de réis do padrinho e logo corre para Lisboa em busca do triunfo social e literário. Mas tudo lhe corre mal. Arruinado vai regressar a Oliveira de Azeméis e à farmácia onde já trabalhara.

Artur é um português típico da sua época: indeciso, sentimental, bondoso, débil "sem mola de carácter ou de

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