A Capital - Damião

Esta personagem é tida como a personificação de Antero.

Vem para Lisboa e mora na Praça da Alegria - precisamente uma das moradas de Antero em Lisboa. Enquanto estudante em Coimbra, morava em Couraça, e o seu quarto era centro de discussão. Discutia-se "a Arte, as Religiões, o Panteísmo, o Positivismo, a estupidez dos lentes, o Ser, (…) o Messianismo Germânico, a Revolução de 89, Mozart e o Absolutismo".

É amigo de Artur. Escreve-lhe aconselhando-o a fazer versos "sobre o Homem, que é a verdadeira matéria poética moderna".

Quanto ao país, chama-lhe "lesma morta que se escapa à beira do velho Atlântico, sob o nome desacreditado de Portugal".

Acaba por chamar "canalha" a Artur, depois deste ter sido expulso do clube Republicano, por suposta traição.

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