A Cidade e as Serras - Análise

Esta obra é, acima de tudo, uma apologia de teor nacionalista, que acentua as virtudes do campo humilde, atrasado, mas saudável, contra o estrangeiro, a civilização (Portugal rural/Paris).

A contraposição Cidade/Serras é um pouco exagerada. Zé Fernandes não deixa ver na "civilização" os aspectos em que o homem pode ser auxiliado; este procura referir, apenas, os seus excessos.

Por outro lado, quando Jacinto fala nas serras, tenta mostrar todos os seus benefícios e aspectos positivos. Apesar disso não consegue esconder a miséria que Jacinto vê na casa da Esgueira.

Jacinto muda depois de ter vindo para as serras - nesta mudança é de notar que para ela contribuíram, o factor meio, mas também o facto deste ter arranjado uma ocupação (é demonstrado nesta obra como o ócio pode levar ao tédio e à apatia).

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