A Cidade e as Serras - José Fernandes
De seu nome José Fernandes de Noronha, é o narrador da obra e amigo de Jacinto. É natural de Guidães, no Douro (perto de Tormes). Era um fidalgo rústico e abrutalhado. Conheceu Jacinto em Paris, aproximando-os o facto de Guidães ser perto de Tormes (solar dos Jacintos).
É ele que nos faz o retrato de Jacinto e que nos conta o que são, para Jacinto, as virtudes da cidade. Retorna a Guidães, por apelo de um tio em idade avançada, e volta a Paris, após a morte do tio, passados 7 anos. Encontra Jacinto mais magro, enrugado e corcovado, e retoma o seu convívio com ele.
Zé Fernandes começa os seus "sermões" contra a cidade, de onde salienta a desumanização do Homem, a sua dissolução física e moral e a sua intranquilidade, dizendo que a cidade deteriora no Homem a inteligência.
Este faz uma viagem pela Europa, regressado encontra Jacinto caído no pessimismo e apatia. Leva Jacinto a Tormes, que ele conhece. É com uma afilhada deste que Jacinto irá casar (Joaninha).
Regressa ainda, no final da obra, a Paris, mas sente-se mal na cidade e regressa ao Douro.
Zé Fernandes, apesar de amigo de Jacinto, tem em relação a este uma posição crítica. Como narrador tem, portanto, um papel muito importante na evolução da acção e nas mutações de Jacinto. É um personagem secundário (não viveu a história), que conta à distância factos passados.
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