O Crime do Padre Amaro - Amélia

Vive com a mãe - S. Joaneira - na pequena casa da estreita e triste Rua da Misericórdia. Educada num ambiente mesquinho, entre velhas beatas e padres amorais, Amélia apresenta uma natureza idêntica à de Amaro. É, assim, uma figura resultante do meio atrasado e provinciano em que foi educada e onde vive.

Já adulta, dedica-se exageradamente à vida religiosa. Nos seus amores com Amaro, é o falso sentimento de uma devoção pervertida que está presente. Não é só Amaro que Amélia ama, é o "padre" Amaro que a enternece toda; a sua condição de sacerdote excitava-a. Estão justapostos no seu subconsciente, os instintos do corpo e os impulsos da alma.

Fisicamente, é uma mulher atraente, morena, alta e forte. Tinha vinte e três anos e possuía um temperamento sentimental, romântico e fortemente sensual.

Quando Amélia engravida, esconde-se numa quinta nos arredores de Leiria, acompanhada de uma beata fanática - a irmã do cónego Dias. O abade Ferrão visita-a (único sacerdote decente neste universo romanesco) e recupera-a para uma vida normal e digna. Demasiado tarde, porém, porque Amélia morre no parto.

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