Destino

Entidade que se insinua desde o início do romance e abre o jogo quando Guimarães, tio de Dâmaso, vem a Lisboa e entrega a Ega o cofre com as revelações. Desde o início da obra, que se nota o dedo subtil de uma entidade transcendente a Carlos e Maria Eduarda, que os aproxima e que os pode destruir. Nesse aspecto, a intriga escapa totalmente aos postulados dos cânones da estética naturalista, que submetia todos os processos a um feroz racionalismo.

O destino assiste atento e ciumento, à felicidade dos dois amantes, e, quando nada fazia prever, envia o seu mensageiro - o Sr. Guimarães -, para destruir essa felicidade.

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