O Egipto
A obra é composta por algumas notas seleccionadas por Eça de Queirós, aquando da sua viagem ao Oriente com o Conde de Resende (de 23/10/1869 a 03/01/1870), possivelmente tiradas com a intenção de posterior redacção de um livro.
Publicações
Esta obra foi escrita entre 1869 e 1870, aquando da viagem de Eça ao Egipto. Foi publicada pela primeira vez em livro, já depois da morte de Eça, em 1926.
Criticas à Obra
João Gaspar Simões considera demasiado incompletas e imprecisas as primeiras notas publicadas pelo filho do escritor, por nada referirem acerca da viajem à Palestina e à Síria. Este crítico salienta também a imaginação fantasiosa desta obra, que revela ainda um certo romantismo, embora não deixe de referir o extremo realismo e pormenor de certas descrições: "é todo o Mundo a entrar por ele dentro como se fosse transparente e a prosa modelasse a sensação, directamente, sem intermediários literários. Tinta e luz. Eis um Raul Brandão avant la lettre... ".
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