Espaços

Em Lisboa, é possível identificar o passeio público que situava nas imediações do Palácio Foz, aos Restauradores, estendendo-se até à emboscadura da Praça da Alegria. O Rossio, onde habitavam os pais de Eça, no 4º andar do n.º 25 - este andar é hoje instalação social dum banco e o prédio, o do café Nicola. No Chiado existe ainda, a livraria Bertrand, o restaurante Tavares, a casa Havanesa, que embora remodelada, mantém as mesmas funções, a pastelaria Baltreschi, os hotéis Universal e Aliança, estando actualmente o Universal ocupado, em parte, pelo hotel Borges. O Teatro S. Carlos, Trindade e D. Maria, ainda existem.

No Cais Sodré existe ainda o edifício do hotel Central, o Casino Lisbonense e no actual Largo Rafael Bordal Pinheiro, o Grémio Literário, o prédio onde vivia Cruges, situado na Rua de S. Francisco, actual Rua Ivens, junto ao largo da Biblioteca Municipal; do hotel Bragança existe apenas o edifício na Rua Vítor Cordon.

Fora de Lisboa existem ainda, em Pedrouços, o Hipódromo, a Toca, nos Olivais; o Ramalhete (julga-se ser nas janelas verdes), na Rua Presidente Ariaga, Solar do Conde Sabugosa em St Amaro).

Em Sintra, junto ao palácio Valenças, numa entrada da vila, pode ainda admirar-se o imponente Paço descrito n' Os Maias. No lugar onde existia o hotel Nunes, ergue-se hoje uma moderna unidade hoteleira. O hotel Vítor, na encosta sobre a vila, e o hotel Lawrence na estrada para Seteais. Estes hotéis constituíam o triângulo urbano o da vila. O hotel Vítor é hoje um prédio de habitação, o hotel Lawrence - a mais antiga unidade hoteleira da Península Ibérica - é designado como estalagem dos Cavaleiros e está ainda em funcionamento.

Eça percorre, n' Os Maias, o caminho até Seteais que, na altura, se encontrava arruinado e abandonado, onde se encontra o lendário Penedo da Saudade. Sintra era, assim, na época, uma espécie de passeio público para as altas classes sociais.

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