O Mandarim - Teodoro
Protagonista do romance, bacharel amanuense do reino, ganhava 20 000 réis por mês e vivia numa casa de hóspedes, na Travessa da Conceição, n.º 106, em Lisboa. Levava uma vida pacata e monótona.
Era magro e corcovado - hábito seu, pelo muito que se vergara perante os lentes da Universidade e os directores-gerais da repartição.
A sua ambição reduzia-se a desejos fúteis de bons jantares, em restaurantes caros, de conhecer viscondessas belas, etc.
Considera-se um "positivo". É um descrente, mas é supersticioso, pois reza todos os dias à N. Sr.ª das Dores.
Enfim, é um representante típico do burguês nacional, medíocre e frustrado de baixos valores morais.
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