Prosas Bárbaras - Estética

Embora as Prosas Bárbaras sejam apenas simples exercícios literários da juventude, revelam já importantes inovações ao nível do estilo, como sejam as imagens originais, as perífrases, as hipálages, a dupla adjectivação ligada pela copulativa "e", a linguagem poética, termos desusados na época, terminologia específica das ciências (como átomo, pólen, constelações, etc.), bem como terminologias da mitologia, do folclore e das tradições populares germânicas, adjectivação patética, exagerada e relacionada com o fantástico e o sobrenatural, vocabulário liturgico-religioso, típico do baixo romantismo (como morte, túmulo, medo, horror, trevas, aparições, coveiros, milhafres, abutres, carrascos, etc.). Este léxico é activado por verbos exacerbados, dramáticos e uma sintaxe que corria com todas as normas sacrossantas de purismo vernacular e que teria, por isso, que causar surpresa e escândalo.

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