Prosas Bárbaras - Memórias de uma Forca
Este folhetim apresenta uma visão filosófica, naturalista e um pouco anti-humana. O homem é, assim, o ser que trás o pecado e a culpa à natureza. Este transforma os ramos de uma pacata árvore, numa tábua de esquife, num palco de palhaços e, o mais lastimável dos ramos, em forca.
A forca conta a sua história desde a infância: vivia na floresta e só queria o bem, mas um dia foi cortada da árvore e transportada para a cidade. Este ramo, antes companheiro dos pássaros, transformou-se no companheiro das agonias.
Foi o homem que perturbou a paz do universo. Há nesta obra, portanto, um sentimento humanitário contra a violência do homem.
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