Prosas Bárbaras - A Morte de Jesus
Este folhetim é um relato da vida de Jesus feito por um capitão da política do templo. Foi escrito por Eça, três meses depois de regressar da Terra Santa, e não parece acabado.
Óscar Lopes, acerca deste folhetim, diz: "Jesus é apresentado como emanação do mundo rural simples, semipagão e verdejante da Galileia, em oposição à mesquinhez cúpida, farisaica ou devassa da Jerusalém do Sinédrio, dos ricos mercados e da ocupação romana. O narrador vê-o como um rebelde, patriota, inspirador da luta contra os ricos, os hipócritas e os ocupantes estrangeiros. Nas linhas finais, o Nazareno surpreende-o com a proclamação de que o seu Reino não é deste mundo. Tudo fica numa reticência irónica, que tanto parece sublinhar a incompreensão do narrador perante uma sublimidade ideal fora do seu alcance, como se pode interpretar num halo de dúvida, algo enternecida, perante o mesmo ideal".
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