Prosas Bárbaras - A Ladainha da Dor
Este conto inicia-se com uma carta de um pintor a Berlioz (músico que realizara uma sinfonia em conjunto com um amigo seu, também ele músico, Paganini), falando do seu amigo Lyser (pintor), que fizera o retrato de Paganini, segundo diz, guiado pelo Diabo.
As atitudes de Lyser explicam-se pela loucura que o domina desde a morte da sua irmã. A atmosfera que envolve esta personagem é lúgubre, macabra, sepulcral, tanto no dia do enterro como nos dias que se seguiram.
Alguns dias depois do enterro, este vai ao cemitério e escreve na pedra do túmulo uma pergunta a sua irmã - pede-lhe que pergunte à estrela Vesper o segredo de pintar os poentes (crença numa arte metafísica).
Quando se convence da morte da irmã, Lyser pede ao seu amigo pintor (o autor da carta) que "quando tiver alguma camélia não a entregue, talvez seja feita do seio da pobre rapariga". Lyser acreditava, portanto, na metempsicose dos corpos.
Esta prosa termina com a morte do homem a quem foi escrita a carta, que nas suas últimas horas é acompanhado por uma doce enfermeira.
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