Prosas Bárbaras - Poetas do Mal
Pöe, Baudelaire e Flaubert são o pretexto para um folhetim onde Eça dá largas ao delírio fantasista, numa prosa cheia de "angústias frias", "sentimentos tépidos" e "bondades errantes". Nesta, Madame Bovary é a "imagem desoladora de uma harmonia, de uma perfeição, presa nos braços gordos e toscos do materialismo", mas em que se anunciam novas formas de arte nas sociedades, formas essas que são "o sintoma da sua dissolução".
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