Prosas Bárbaras - Os Mortos
Neste boletim, inspirado na comemoração do dia de finados, fala-se das sagradas transfigurações que conduzem à imortalidade dos átomos e à felicidade dos mortos através da análise do destino dos que morreram com febres, no mar ou nos montes. Eça chega à conclusão que os mortos são felizes e que, portanto, não há razão para temermos a morte.
O conto termina com uma glorificação da natureza santa, onde só há bem, pureza e serenidade. Assim, o corpo não deve ser encerrado num caixão, mas lançado directamente à terra, onde sofre a metempsicose do bem.
Este folhetim sublinha a crença de que o mal reside unicamente na alma e de que o bem reside na matéria, na natureza. E faz, uma exortação da natureza matizada de um certo panteísmo - "É na natureza que se deve procurar a religião".
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