A Relíquia - Crítica Literária
As opiniões acerca desta obra são bastante desfavoráveis.
Comecemos pela de Camilo:
"Este livro tem duas partes: 1.ª, porcaria, 2.ª, maçada. É uma Pochade à P. de Kock; chalaças hiperbolicamente inverosímeis - uma vontade despótica de fazer rir à custa de tudo; mas não é isso que o torna um mau livro: é a falta absoluta de bom senso e de bom gosto."
Já Oliveira Martins pensa o seguinte:
"A Relíquia é o pandemónio mais incongruente, mais extravagante, mais inconcebível que se pode imaginar. Desde a farsa até à epopeia; desde a gargalhada, pelo sorriso, até ao patético mais puro; desde a aventura picaresca, até aos episódios sublimes; desde a anedocta do bacharel em viagem, até ao quadro nobremente sereno da vida antiga; desde a troça desenfreada, até à história severa; desde a pochade grotesca, até à paisagem larga e monumental; desde a blasfémia, até ao hino - há de tudo neste livro, que é obra acabada de um fantasista de raça."
João Gaspar Simões considera A Relíquia uma "experiência Malograda" e José Maria Bello, crítico brasileiro, considera o seu enredo "vago, mal urdido, sem originalidade, quase inexistente".
[ CITI ]