A Tragédia da Rua das Flores - Tio Timóteo

Timóteo da Ega perdeu uma perna na Índia, na caça (às galinholas embora dissesse que fora a um tigre, para se impor).

Aí e também em Angola, foi juiz. Trouxe das colónias ideias racistas.

Reformado, vive na Rua de S. Francisco com o seu sobrinho Vítor, a criada Clorinda e o cão, Dick. Além destes, só simpatiza com o coronel Stephenson. Detesta os jornais nacionais e, por isso, lê o "Times". Odeia Sintra e considera Lisboa uma cidade feia e aborrecedora. Tem uma herança de 80 contos e é viúvo.

Educa o sobrinho de um modo invulgar: "Que diabo, há pais, há tios que pregam moralidade! São asnos - eu prego imoralidade. Um rapaz novo, quer-se vivo, empreendedor, com dois ou três bastardos, e duas meninas no convento por paixão".

Opõe-se ao casamento de Vítor com a francesa e, inconscientemente, precipita a tragédia naquele 3º andar da Rua das Flores.

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