Professora Universitária

Podemos afirmar que a sua carreira como Professora Universitária começou quando o Professor Paulo Quintela a convidou para ocupar o lugar de Assistente, no Departamento de Germanística da Universidade de Coimbra. No entanto, Teolinda Gersão, naquela época, optou por leccionar português na Universidade Técnica de Berlim, na Alemanha. Nesta Universidade continuou com os seus estudos tendo frequentado o Curso de Literatura Alemã e o Seminário sobre Literatura Alemã Contemporânea do Professor Walter Höllerer. Integrou o Seminário de Doutorandos do Professor Emrich, "Kunst-theorie der Romantik", no qual apresentou dois trabalhos intitulados: "Bestimmung der Romantik in Brentanos «Godwi»" e "Brentanos «Godwi» und Gides «Les Faux Monnayeurs», Ein Vergleich". Em Janeiro de 1965 candidata-se ao Departamento de Germanística da Faculdade de Letras de Lisboa com o intuito de aí trabalhar como docente. A sua candidatura foi aceite e de Abril de 1965 a Novembro de 1966 foi Leitora de Língua alemã na Faculdade de Letras de Lisboa. De 1966 a 1973 foi Assistente da mesma Faculdade; tinha a seu cargo as aulas de Teoria da Literatura e a regência das cadeiras de Literatura inglesa e Literatura alemã tendo, igualmente, orientado algumas dissertações de licenciatura. Através de outro convite, desta vez pela Professora Maria de Lourdes Belchior, ingressou na Universidade Nova de Lisboa como Professora Auxiliar leccionando Literatura alemã e Literatura comparada, no ano lectivo de 1974-1975. Após um breve interregno regressou de São Paulo, Brasil (onde chegou a ser convidada pelo Professor Massaud Moisés, da Universidade de São Paulo, para colaborar na docência de um Mestrado sobre o Modernismo, que não chegou a realizar pois regressou, com a família, para Lisboa), em 1977 e retomou o cargo de Professora Auxiliar na Universidade Nova de Lisboa. No ano de 1979 passou a Professora Associada da Universidade Nova de Lisboa. Em 1983 prestou provas de Agregação na Universidade Nova de Lisboa, tendo obtido a classificação máxima por unanimidade. Depois do concurso para Professora Catedrática (classificação máxima por unanimidade) passou a ocupar esse cargo, sendo a sua nomeação definitiva em 1986.

Até 1995, data em que se aposentou, ocupou o lugar de Professora Catedrática, na mesma Universidade, tendo-se dedicado, no último decénio, exclusivamente aos Mestrados, regendo Seminários de Literatura Alemã e de Literatura Comparada e orientando teses de Mestrado e de Doutoramento.

Possuía uma carga horária que chegou a atingir as 16 horas semanais e dava aulas a, aproximadamente, 600 alunos por ano.

Teolinda Gersão considera, ao contrário do que se possa pensar, que o grau de Professor Catedrático não é o culminar de uma carreira, mas apenas o seu início.

Considera-se, enfim, uma pessoa privilegiada que teve oportunidade de contactar com pessoas que lhe ensinaram muito e "...lhe abriram portas." (Entrevista concedida a Daniela Reigadinha, em 27 de Outubro de 1996).

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