Nascido a 27 de Outubro de 1892, no povoado Quebrangulo, no Estado de Alagoas, Graciliano Ramos tornou-se, desde cedo, um sertanejo de uma peça só, uma única formação literária.

Aos 13 anos inicia a sua formação, no colégio do Professor Agnelo, em Maceió, publicando já os seus primeiros sonetos. Mais tarde muda-se para o Rio de Janeiro, fazendo uma curta passagem por Palmeira dos Índios  onde trabalha na revisão de vários jornais e na publicação de artigos. Em 1915 regressa a Palmeira do Índios, onde casa e se estabelece como comerciante. A partir de 1927, é eleito Perfeito, altura em que se faz notar pela elegância da linguagem com que descreve as acções municipais.

Considerado integrante do movimento de 30, que escapa à superficialidade do academismo para denunciar e criticar o sistema vigente, Graciliano Ramos, que sempre buscou apreender o homem brasileiro e os seus problemas  na sociedade, é considerado um comunista. Passa dois anos na cadeia como preso político, mas é posto em liberdade em 1937, depois de obter da Revista Académica o Prêmio Lima Barreto.

O tempo que passou na prisão foi o suficiente para tomar notas do que viria a ser a obra mais notável no género escrito em língua portuguesa e o mais sério depoimento sobre a realidade brasileira relacionada com o comunismo: Memórias do Cárcere, obra publicada no ano da sua morte, em 1953.

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