Semana de Arte Moderna

A Semana de Arte Moderna, realizada em 1922, com a colaboração direta de pintores, poetas, escritores e artistas plásticos foi a primeira tentativa formal de propor um modelo de arte nacional, após o percurso romântico de José de Alencar para descobrir a alma brasileira, através do romance O Guarani. A intenção era romper com o academicismo europeu vigente, copiado e adotado no Brasil pelos primeiros produtores artísticos em cumprimento a uma política colonialista.

Os patrocinadores do movimento - Di Cavalcanti, Clarice Lispector, Oswald e Mário de Andrade, Haroldo e Augusto de Campos, Anita Mafalti e Menotti Del Pichia -, e os colaboradores indiretos – Jorge Amado, José Lins do Rego e Graciliano Ramos, dentre outros-, procuravam por roteiros diversos criar uma linguagem artística que representasse os traços de uma identidade propriamente nacional, mesmo que misturada aos estilos e escolas importadas.

Cada um à sua maneira buscou o seu percurso. Da poesia concretista dos irmãos Haroldo e Augusto de Campos, passando pelas mulatas e paisagens das favelas do Rio de Janeiro de Di Cavalcanti, pelos mandacarus e cactus de Anita Mafalti até a revelação dos mitos indígenas e estórias populares de Mário de Andrade e da cultura antropofágica de Oswald de Andrade. Tentativas políticas e sociais de sucesso que se refletiram na produção cultural do país nas décadas seguintes e que levaram o país a pensar de forma tranquila sobre a sua história, a partir dos seus elementos internos de identidade.

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