Estilo

O estilo da obra de Mia é realmente inovador, pois introduz uma série de termos e expressões, só encontradas a nível do (in) imaginável.

Há, neste escritor um imensa capacidade de invenção, patente, por exemplo, na concepção dos nomes das personagens, e de recriar o real, numa mística africana. Os seus livros parecem remeter-nos para o maravilhoso, contrastando com o viver simples a que parecem pretender ascender todos os intervenientes «abensonhados» da acção narrada.

Na narração dos factos, o predomínio da oralidade é gritante, a qual é re-escrita, tentando-se trazer para o nível da narrativa escrita tudo aquilo que caracteriza um povo de costumes e crenças transcendentes.

A sua forma de re-escrever a realidade dá-nos uma perspectiva surpreendente, quase que metafísica, do Português.

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