UNITA

Fundada em 1966 por dissidentes da FNLA e do GRAE - governo de resistência de Angola no Exílio - de que Jonas Savimbi, o actual líder da Unita, era ministro das relações exteriores. Alguns historiadores referem que a Unita surge com o objectivo de aglutinar os quadros que a FNLA e o MPLA não conseguiam atrair, designadamente os Umbundos - a maior etnia do país - e os cabindas.

Porém ainda hoje se alude a ligações entre a UNITA e as autoridades portuguesa acabando a Unita por se tornar um inimigo tanto para o MPLA como para a FNLA. O apoio norte americano à Unita e as suas ligações com o regime do apartheid são ainda hoje referidos por conhecedores da história de Angola e foi com estes apoios que a Unita desencadeou a luta, depois da independência, contra aquilo a que chamou a invasão Russa e Cubana. A guerra em Angola "faz um intervalo" em 1991 com a assinatura dos acordos de Bicesse, em Portugal. A guerra recomeça em 1992 quando a Unita rejeita os resultados eleitorais em Angola, acabando por não se realizar a segunda volta das presidenciais.

Neste momento em Angola decorre um prolongado processo negocial que visa o desarmamento do país e a paz definitiva entre MPLA e UNITA.

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