Memorial de José Saramago
1922
Nasce a 16 de Novembro, em Azinhaga, Ribatejo.
1924
Acompanha a sua família para Lisboa.
1929
Aquando da sua inscrição na Escola Primária da Rua Martins Ferrão, descobre-se um erro na sua certidão de nascimento. O funcionário do Registo acrescentou Saramago, a alcunha da família, como seu apelido. Desta forma, José é o primeiro Saramago da família Meirinho Sousa.
1930
Muda-se para a Escola Primária do Largo do Leão.
1932
Matricula-se no Liceu Gil Vicente.
1933
O seu primeiro livro, O Mistério do Moinho, de um autor inglês, é-lhe ofertado por sua mãe.
1934
Devido à falta de recursos económicos da sua família, é obrigado a transferir-se para a Escola Industrial Afonso Domingues.
1939
Acaba os estudos de Serralharia Mecânica na Escola Industrial Afonso Domingues.
Consegue o primeiro trabalho nas oficinas do Hospital Civil de Lisboa.
1940
É um frequentador nocturno da Biblioteca do Palácio das Galveias, onde, sem nenhuma instrução, lê tudo o que pode.
1942
Ocupa um cargo nos serviços administrativos do Hospital Civil de Lisboa.
1943
Trabalha na Caixa de Abono de Família do Pessoal da Indústria da Cerâmica.
1944
Contrai matrimónio com a pintora Ilda Reis.
1947
Publica a sua primeira novela, Terra do Pecado.
Nasce a sua filha, Violante.
1949
Clarabóia é o título de uma novela que nunca chegou a ser publicada. Apesar da editora, que entretanto recusou, fazer-lhe uma proposta de edição, passado 40 anos. Saramago optou por deixar esta obra inédita.
1950
Trabalha na Companhia de Seguros Previdente.
1955
Como colaborador, exerce funções no sector de produção da Editorial Estúdios Cor.
1959
Abandona a Companhia de Seguros, para trabalhar exclusivamente na Editorial Estúdio Cor. Ocupa o lugar de editor literário, deixado em aberto por Nataniel Costa aquando do início da sua carreira diplomática.
1966
Publica o seu primeiro livro de poesia, Os Poemas Possíveis.
1968
Colabora como crítico literário na revista Seara Nova.
1969
Torna-se membro do Partido Comunista Português.
1970
Divorcia-se de Ilda Reis.
Publica Provavelmente Alegria (poesia) e reúne as crónicas publicadas no diário A Capital, sob o título Deste Mundo e do Outro.
1971
Abandona a Editorial Estúdios Cor.
1972
Exerce funções de editorialista no Diário de Notícias.
1973
Publica A Bagagem do Viajante, segundo volume de crónicas publicadas nos jornais, A Capital e Jornal do Fundão.
Antes de abandonar o Diário de Notícias, dirige o seu Suplemento Literário.
1974
Orienta a revista Arquitectura.
Edita o seu primeiro volume de crónicas políticas.
A seguir ao 25 de Abril, é chamado para trabalhar no Ministério de Comunicação Social.
1975
É nomeando director-adjunto do Diário de Notícias. A 25 de Novembro, fica no desemprego, situação que o leva a tomar uma das decisões mais importantes de sua vida: decidiu dedicar-se exclusivamente à escrita. Enquanto continuava com as traduções, a sua única fonte de rendimentos fixa.
Publica O Ano de 1993, o seu, até à data, último livro de poemas.
1976
Faz uma recompilação das crónicas publicadas no Diário de Notícias.
Durante alguns meses muda-se para Lavre, Montemor-O-Novo, local onde convive com os trabalhadores da União Cooperativa de Produção Boa Esperança. Deste relacionamento nascerá Levantado do Chão.
1977
Publica Manual de Pintura e Caligrafia (novela).
1978
Escreve um livro de contos, Objecto Quase (contos).
1979
É atribuído o Prémio da Associação de Críticos Portugueses à sua nova peça de teatro, A Noite.
É publicada a obra colectiva, Os Cinco Sentidos, na qual diversos autores escrevem sobre os sentidos. Ficando José Saramago com O Ouvido.
1980
Publica o livro que marca o início do estilo saramaguiano, Levantado do Chão. É-lhe atribuído o Prémio Cidade de Lisboa.
Publica outra peça de teatro: Que Farei com Este Livro?
1981
É publicado o livro Viagem a Portugal, sendo este resultado de uma viagem que fez pelo país, encomendada pelo Círculo de Leitores.
1982
Recebe dois prémios: PEN Clube Português e o Literário do Município de Lisboa, pelo seu novo êxito, Memorial do Convento.
1984
Publica O Ano da Morte de Ricardo Reis, livro galardoado com o Prémio do PEN Clube Português e com o Prémio Dom Dinis da Fundação Casa de Mateus.
1985
Condecorado Comendador da Ordem Militar de Santiago de Espada.
É-lhe atribuído o Prémio da Crítica pelo conjunto da sua obra.
1986
Publica A Jangada de Pedra.
1987
Edita A Segunda Vida de Francisco de Assis (teatro).
De Itália recebe duas distinções: Prémio Grinzane-Cavour (Alba), pela obra O Ano da Morte de Ricardo Reis, e o doutoramento «Honoris Causa» da Universidade de Turim.
1988
Casa com Pilar del Río, jornalista espanhola.
1989
Edita História do Cerco de Lisboa.
É eleito presidente da Assembleia Municipal de Lisboa.
1990
Estreia da ópera Blimunda, no Teatro Alla Scala de Milão, baseada no libreto extraído de Memorial do Convento. Com música de Azio Corghi.
1991
Publica aquela que foi, talvez, a novela mais polémica de toda a sua obra, Evangelho segundo Jesus Cristo e recebe o Grande Prémio de Novela da Associação Portuguesa de Escritores.
Vence o Prémio Bracati (Zafferana, Itália).
Recebe o doutoramento «Honoris Causa» da Universidade de Sevilha.
Condecorado Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras Francesas (França).
A sua obra completa é editada, em três tomos, pela Editorial Lello.
1992
O Governo veta a candidatura da sua novela Evangelho segundo Jesus Cristo ao prémio Literário Europeu.
Recebe dois prémios transalpinos: Prémio Internacional Ennio Faiano (Pescara) por Levantado do Chão, e o Prémio Internacional Literário Mondello (Palermo).
1993
Muda-se para Lanzarote, Canárias.
Publica In Nomine Dei, a sua quarta peça de teatro, pela qual recebe o Grande Prémio de Teatro da Associação Portuguesa de Escritores.
Torna-se membro do Parlamento Internacional de Escritores, com sede em Estrasburgo.
É consagrado com dois prémios: Prémio The Independent de ficção estrangeira para a tradução inglesa de O Ano da Morte de Ricardo Reis, e o Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores.
Estreia a ópera Divara, no Teatro de Münster, Alemanha. Com música de Azio Corghi baseado no libreto extraído de In Nomine Dei.
1994
Publica o primeiro volume do seu diário, Cadernos de Lanzarote.
É membro da Academia Universal das Culturas, de Paris.
Associa-se à Academia Argentina de Letras.
Torna-se membro do Patronato de Honra da Fundação César de Manrique, de Lanzarote.
Sócio honorário da Sociedade Portuguesa de Autores.
1995
Publica Ensaio sobre a Cegueira.
É o vencedor do Prémio Camões.
Publica o segundo volume de Cadernos de Lanzarote.
Doutorado «Honoris Causa» pela Universidade de Manchester (Grã- Bretanha).
Sobe ao palco da Igreja de São Marco a peça La Morte de Lázaro, com música de Azio Corghi baseado nas obras In Nomine Dei, Evangelho Segundo Jesus Cristo e Memorial do Convento.
Recebe o Prémio Consagração da Sociedade Portuguesa de Autores.
1996
Viaja até ao Brasil para receber o Prémio Camões.
Publica o diário III de Cadernos de Lanzarote.
1997
Edita Todos os Nomes e o IV volume dos diários.
1998
Um conto inédito, O Conto da Ilha Desconhecida, é publicado pela Assírio e Alvim.
Sai o V volume dos seus diários.
Ganha o Prémio Nobel da Literatura.
A 3 de Dezembro, recebe, a título excepcional, o grande colar da Grã-Cruz Ordem de SantIago e Espada.
(Baseada na biografia feita por Pílar del Rio)
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