Críticas

"História do Cerco de Lisboa não é unicamente uma obra conseguida: é também um símbolo da criação artística no mundo actual, onde a literatura começa a sentir o chão fugir-lhe debaixo dos pés. Não vai morrer, por certo - como alguns cangalheiros mais apressados pretendem - mas vai transformar-se radicalmente em contacto com outros mundos e com a sua própria experiência."

SAMPAIO, Ernesto, "A realidade sempre renovada como um mistério redivivo" in Diário de Lisboa, Lisboa, 19 de Abril de1989, pág.22.

"Um argumento notável e uma imaginação excelente num romance que questiona a verdade e as suas atribuições - História do Cerco de Lisboa é, também, uma história de amor bem concluída."

VIEGAS, Francisco José, " Voar sobre o tempo" in Mais Semanário, Lisboa, 6 de Maio de1989, pág.14.

"Fundindo a História à ficção, o amor à guerra, a escrita à revisão, Saramago perpetra sua magia e enfeitiça, mostrando o alto nível da ficção portuguesa neste século."

D'AMBRÓSIO, Óscar, "A perfeição estilística da prosa de Saramago" in Jornal da Tarde, São Paulo, Brasil, 1989

"José Saramago, o autor do melhor romance social europeu dos últimos tempos (Levantado do Chão); o fabulador do iberismo profundo (Jangada de Pedra); o magnífico narrador de Pessoa (O Ano da Morte de Ricardo Reis), abordou (em História do Cerco de Lisboa) os universos da epopeia como ponto de partida para tratar temas cruciais de hoje e, ao mesmo tempo, traçar uma visão desmitificadora da História. A coragem da aposta, a energia com que o romance foi escrito, fazem deste uma obra de leitura necessária."

Miguel García-Posada, ABC Literário, Madrid, 1990

"Neste Romance irónico e poético, denso de reflexões pertinentes e exactas de natureza histórica, literária e até política, mesmo o amor, um amor tão púdico e apaixonado quanto surpreendente, encontra o seu delicioso desenvolvimento, rescrevendo assim um novo cerco de Lisboa, terno e moderno."

Angela Bianchini, La Stampa, Milão, 1990

"Será a História do Cerco de Lisboa o romance mais importante de José Saramago? Com 70 anos de idade, o escritor português com o seu perfil de nobelizável, conseguiu com ele, com toda a evidência, o seu livro mais inventivo, mais livre, mais drôle e mais jovem também."

Fréderic Vitoux, Le Nouvel Observateur, Paris, 1992

"Indiscutivelmente, esta história de amor, maravilhosamente contida, é uma das mais belas que se podem ler sobre um tema inesgotável mas sempre difícil."

Frankfurter Allgemeine Zeitung, Frankfurt

"Este romance de Saramago é um dos melhores textos do Portugal contemporâneo."

Hans T. Siep, Neue Zürcher Zeitung, Zurique, 1992

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