Reacções
Saramago:
"A Inquisição regressou a Portugal"
La Stampa, 29 de Abril de 92
"Sousa Lara tem na cabeça o Tribunal do Santo Ofício. Ele não condena o autor à morte, mas reduz a possibilidade de vida do próprio livro, o que é também um acto inquisitorial."
A Capital, 30 de Abril de 92
"Se tivesse vivido no século XVII não escapava da fogueira."
"Trata-se de uma triste coincidência o facto da exclusão do Evangelho ter sido conhecido no dia 25 de Abril, Dia da Liberdade. É necessário mostrar repúdio em relação a atitudes vindas de pessoas que não têm autoridade intelectual nem moral e cuja autoridade política não se pode deixar exceder"
Afirmações feitas em Estocolmo, onde se realizou o programa de promoção turística de Portugal, Maio de 92.
Outras reacções:
"Escandaloso veto."
ABC, 26 de Abril de 92
"É motivo de indignação e altamente suspeito o veto a um dos escritores portugueses mais conhecidos e lidos no mundo (...). Sem dúvida que este veto ao seu último romance Evangelho segundo Jesus Cristo, mais do que a conotações religiosas, se deve a consequências político-culturais que só vão contribuir para um escândalo de dimensões europeias".
Frente Nacional para a Defesa da Cultura
Informação retirada d'O Público, Lisboa, 1 de Maio de 1992, pág. 31
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