Compositor
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Victorino d'Almeida desde cedo manifestou talento musical. Cursou piano no Conservatório em paralelo com os seus estudos no liceu e aos 14 anos já dava os primeiros concertos. Todavia, mais tarde a sua curiosidade e talento divergiram para o teatro e o cinema, tanto em Portugal, como na Áustria e na Alemanha. A primeira ideia para uma composição surgiu aos 5 anos, quando trauteou a primeira melodia. Nunca se sentiu tentado a brincar com o piano, mas sempre sentiu fascínio pela música. Curiosamente, o seu primeiro instrumento não foi o piano, mas a bateria. |
António Victorino d'Almeida, in Autores, revista da Sociedade Portuguesa de Autores, Abril - Junho de 1994, nº 139, p.14 |
Aos 21 anos compôs o primeiro disco com composições próprias - 8 prelúdios para piano. Em 1962 ganha uma Bolsa do Instituto de Alta Cultura e vai para Viena d'Áustria onde cursa Composição na Escola Superior de Música, uma das melhores academias do género. Passados 6 anos em Viena, volta para Portugal, onde faz crítica musical no Diário Popular, enquanto continua a compor. Em 1971 estreia em Vilar de Mouros a sua "Sinfonia Concertante".
O Maestro critica as dificuldades que há em Portugal em criar boa música. Copiar as pautas dos compositores é tarefa árdua e cara. Recorda duas obras suas "Pornofonia" e "Exercícios de Solidão" para o bailado "Fábrica dos Sons" que foram encomendadas, pagas, mas nunca copiadas. 80% das obras que compõe não são conhecidas; sonha um dia poder editar as suas obras.
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