Os amigos de Variações
A pretensão de reunir neste projecto as palavras tanto dos admiradores e amigos de Variações como as dos seus críticos foi em parte gorada na medida em que apesar dos contactos estabelecidos e da investigação na Imprensa, não foi possível obter dos últimos,um único depoimento.
Restaram assim alguns excertos de entrevistas dadas à Imprensa por algumas figuras públicas que contactaram de perto com o cantor e também breves passagens de artigos que lhe foram dedicados postumamente.
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Pedro Ayres de Magalhães A única coisa que eu posso dizer, neste momento, é que a morte de António Variações é para mim, uma grande perda e um grande desgosto como amigo, e para a música popular representa o desaparecimento de uma das suas "pontas de lança". O António foi a única pessoa neste país que conseguiu ser popular sem deixar de se mostrar. Ele sempre falou de si. Quem ficou a perder foi, sobretudo, o país.- Pedro Ayres Magalhães à revista TV Top nº 173, no dia do funeral do cantor. |
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Vitor Rua Trabalhar com o Variações era simultaneamente simples, entusiasmante e divertido. Quando entrava no estúdio para cantar, levava consigo o lado extraordinário de performer que tanto o caracterizou e fazia-o como se estivesse a actuar para um estádio cheio de gente. Para uma das suas músicas a única coisa que ele me disse foi que queria sentir a terra a tremer, como se a partitura fosse: toque uma música que faça tremer a terra. E era com indicações deste género que ele ia, a seu modo, dirigindo o trabalho. - Vitor Rua ao jornal Público de 11 de Janeiro de 1985. |
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António Macedo A última vez que o vi não quis receber nada e deu-me um aperto de mão. Sentou-se á minha frente e almoçou silenciosamente em torno de uma garrafa de branco. Estava rodeado de companheiros, mas nada tinha para lhes dizer, nada tinha para ouvir. - Macedo, António, "Variações em torno do António" in revista Mais, Lisboa, nº 115, 22 de Junho de 1984, p.p. 53-55. |
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Manuela Gonzaga Odeio ter que escrever tudo isto sobre ti, António Variações, porque é uma prosa de adeus, e era demasiado cedo e tinhas tanta coisa para nos dar... - Gonzaga, Manuela, "António Variações - A morte é uma viagem com os seus perigos" in revista TV Top, Lisboa, nº 173, 22 de Junho de 1984, p.34. |
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