Guerra Colonial
Entre 1961 e 1974, Portugal protagonizou uma guerra colonial, que se iniciou para combater os movimentos de independência que surgiram nas colónias de Angola, Moçambique e Guiné.
O Portugal salazarista não queria perder o seu império colonial e por isso são abertas várias frentes de guerra - Angola em 1961, Guiné em 1963 e Moçambique em 1964 - para impedir a independência dos países africanos.
São mandados sucessivos, e cada vez maiores, contingentes de soldados para o continente africano. Em África, a guerra fazia-se no mato, enfrentando os movimentos armados independentistas que praticavam a guerrilha.
A guerra colonial portuguesa foi alvo de severas críticas, dentro e fora do país. Era um motivo de descontentamento para a população, que via os seus filhos morrerem numa guerra que não tinha fim, e as condições de vida a piorar com o esforço financeiro para sustentar o conflito.
No entanto, o regime de Salazar, e depois de Marcelo Caetano, continuava surdo às oposições internas e às pressões internacionais. Portugal mantinha-se "orgulhosamente só".
A guerra colonial acabou em 1974, com a revolução do 25 de Abril. A própria revolução foi fruto do descontentamento de alguns sectores das Forças Armadas com o prolongar interminável de uma guerra que estava condenada à derrota.
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