1974 - Contextualização

O início de 1974 mostrava um panorama geral de debilidade da oposição política civil, impasse na guerra colonial com o consequente descontentamento no seio da instituição militar. Era, contudo assinalável a forte contradição entre o regime decrépito e a necessidade urgente de renovação económica cultural e social. Apesar de se registar alguma luta grevista contra o agravamento da inflação, estava longe a dinâmica oposicionista de 1958 e 1969.

À sombra desta ausência de pendor revolucionário no tecido civil congeminava-se aquele que seria o motor de arranque da Revolução dos Cravos. Cimentava-se o designado Movimento dos Capitães em reacção à política colonial e em defesa dos seus interesses contra a ascensão de milicianos decretada pelo Governo.

O 16 de Março surge como uma reacção intempestiva do sector spinolista e, apesar do fracasso, preparou o grande jubileu do mês seguinte. Nesse período desencadeou-se uma manobra de contra-informação, afastando as suspeitas da polícia política, absorvida pelas previsíveis manifestações do 1º de Maio. É nesse período que se ultimam o programa político e o plano de operações que darão forma ao golpe. Golpe esse que será levado a efeito na madrugada de 25 de Abril com a designação de Fim de Regime.

O Presidente do Conselho deposto delega o Poder ao General Spínola, que acede a Presidente da Junta de Salvação Nacional (JSN) sob proposta de Costa Gomes.

16 de Março | 1º de Maio | 25 de Abril | António Spínola | Junta de Salvação Nacional

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