Os Órgãos de Comunicação Social

O fim da censura desencadeou, ao nível dos meios de informação, a difusão massiva de mensagens contraditórias conotadas com agreminações partidárias ou grupos de pressão. A ausência de capacidade de análise em função das limitações até então impostas pelo regime recém derrubado concorreu de forma indelével para a falta de preparação dos jornalistas para responder ao clima revolucionário. A esta dificuldade acresce a inexistência de homogeneidade (política e da prática jornalística) e a lacuna do ensino da comunicação ou do jornalismo.

Os anos de 1974/75 deixaram a classe jornalística estagnada em termos de habilitações académicas; o recrutamento de profissionais passava pelo clientelismo político, pelas militâncias. Só o recrutamento de jornalistas regressados das ex-colónias travou a esquerdização total dos órgãos de informação.

Jornalistas, políticos e militares eram responsáveis pelo nível da Comunicação Social nesse período pós-revolucionário. Sartre criticava-lhes o monolitismo agitador e mobilizador.

A 13 de Setembro é apresentado um projecto de lei de imprensa ao Governo abrindo-se um período de debate público.

O penúltimo dia desse mesmo ano vê criar-se o Conselho de Informação pelo Ministro da Comunicação Social, tendo como missão assessorar o Secretário de Estado da Comunicação na definição da política de Informação.

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