Guiné-Bissau

A 6 de Maio de 1974, a JSN nomeia o seu delegado para este território, que acumulará as funções de encarregado do Governo, o tenente-coronel Carlos Fabião.

Oito dias volvidos (14de Maio) Aristides Pereira, secretário-geral do PAIGC, apela à união dos guineenses e caboverdianos para a luta pela independência total.

A República da Guiné-Bissau é admitida na Organização Mundial de Saúde a 16 de Maio e, no dia seguinte, Mário Soares, Ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE), inicia as negociações com vista ao cessar-fogo, em Dacar. Reuniões que prosseguem em Londres com Aristides Pereira. Ainda no mês de Maio, o MNE reconhece o PAIGC como único interlocutor legítimo neste processo.

A capital do Reino Unido recebe, a 24 de Maio, Soares e uma delegação do referido movimento para que prossigam as conversações de paz retomadas no dia seguinte. Desta feita, decorreram à porta fechada e gera-se um clima de confiança que conduz à interrupção das manobras militares por parte do PAIGC.

O dia 13 de Junho é o da chegada de Mário Soares e Almeida Santos a Argel para retomar as negociações com o PAIGC, que são interrompidas no dia seguinte por entraves entretanto surgidos.

Porém, o grande progresso nesta maratona negocial dá-se a 27 de Julho, com o Presidente Spínola a reconhecer o direito do povo da Guiné (Angola e Moçambique) à independência.

No princípio de Agosto Kurt Waldheim, da ONU comunica a disposição de Portugal a reconhecar a República da Guiné-Bissau e desencadear a transferência de administração.

Nos dias 15 e 18 de Agosto ocorrem em Lisboa confrontos nos quais participam simpatizantes do PAIGC.

O grande dia para os guineenses é o dia 26 de Agosto. Portugal e o PAIGC acabavam de chegar a acordo em Argel com vista ao reconhecimento da República da Guiné-Bissau , a acontecer no dia 10 de Setembro de 1974. O acto formal decorreu em Belém , na presença de delegados do PAIGC.

Junta de Salvação Nacional - JSN | Mário Soares | Governo Provisório | António Spínola

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