A formação da Junta de Salvação Nacional

Fora inicialmente acordada uma formação em que interviriam seis elementos, um de cada ramo das Forças Armadas. Contudo surgiu a necessidade de integrar um sétimo membro, pois a um deles estaria reservado o cargo de Presidente da JSN acumulando com a função de Presidente da República a título provisório. Tal desempenho estaria reservado a Costa Gomes, cabendo a Spínola a chefia do Estado-maior das Forças Armadas.

A princípio só generais integrariam a Junta por questões de hierarquia. Era fundamental que todos possuíssem estrelas nos ombros para, desde logo, se situarem em plano de igualdade com Spínola não permitindo que a ditadura militar vingasse pela mão deste general.

Spínola não aceitava a participação de qualquer general que tivesse feito parte da Brigada do Reumático. O sétimo elemento escolhido acabou por ser Jaime Silvério Marques. A par deste compunham a Junta Militar: Spínola e Costa Gomes do Exército, Pinheiro de Azevedo e Rosa Coutinho por parte da Armada e Costa Martins e Galvão de Melo em representação da Força Aérea, todos eles exibindo nos ombros as estrelas de general.

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