Moçambique

As conversações com a FRELIMO têm início a 5 de Junho de 1974, em Lusaca e é pedida a intervenção do Brasil como mediador junto de Portugal. Contudo, o diálogo interrompe-se no dia seguinte sem acordo entre as partes e só será retomado em Julho.

Ainda em Junho, a FUMO, um grupo de exilados de Moçambique, pede eleições democráticas e no dia 19 é constituído o Governo Provisório de Moçambique.

O ouro então congelado nos cofres do território é expedido para Portugal a pedido da população local por ser propriedade do Banco de Portugal, no dia 11 de Julho. O Governo de Moçambique demite-se no dia 26 de Julho em consequência da nomeação da Junta Militar.

O mês de Agosto principia com o cessar-fogo a estender-se a todas as frente, e iniciam-se contactos com a FRELIMO a nível regional para o calar das armas em Moçambique. Todavia, o desconhecimento da ordem que pôs termo aos combates conduziu a confrontos graves entre brancos e negros.

Os movimentos de oposição à FRELIMO unem-se numa coligação: o Partido de Coligação Nacional.

Em Setembro recomeçam as negociações entre Portugal e FRELIMO em Lusaca e encontram um ponto de concórdia. Este acerto provoca reacções imediatas da parte de grupos reaccionários que libertam pides detidos em atitude de descontentamento. No dia 10 de Setembro o Exército controla a cidade de Machava , onde os reaccionários haviam ocupado o Rádio Clube de Moçambique. Estes acabam por render-se mas não deixam de despoletar confrontos.

No dizer de Samora Machel, o acto que marca o fim da guerra ocorre a 19 de Setembro, quando a FRELIMO liberta 200 militares portugueses numa aldeia do norte de Moçambique

Joaquim Chissano chefia o Governo de Transição que toma posse no dia seguinte (20 de Setembro de 1974).

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