Primeira Fase

Este é um dos períodos mais conturbados da Educação em Portugal. A vontade de democratizar Escolas, Universidades e o próprio Ministério da Educação era desenfreada, conduzindo à exoneração de todos os membros conotados com o regime deposto.

Instalou-se uma anarquia que proporcionou excessos, os quais a debilidade do poder político impediu de evitar.

As tentativas de alterar os diversos níveis de ensino tiveram, no geral, o fracasso como resultado pela inexistência de quadros qualificados capazes de executar as medidas elaboradas nos gabinetes.

Nesta área da Educação o 25 de Abril constituiu um obstáculo à concretização das medidas em curso, elaboradas pelo Professor Veiga Simão que, a serem executadas, proporcionariam inovações de monta.

A Criação do Instituto Nacional de Investigação Pedagógica e dos Centros Regionais de Apoio Pedagógico sobressaem como duas iniciativas de reconhecido valor, elaboradas neste período, a par do alargamento da escolaridade obrigatória.

Como ponto negativo há que referenciar a unificação do ensino secundário, eliminando o ensino técnico sem que essa vertente fosse reforçada no ensino liceal e no ensino superior não universitário.

A reformulação dos curricula levou à eliminação de matérias associadas à ordem ditatorial.

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