Timor-Leste

Neste território longínquo da Ásia, a fase de tomada de consciência só surge com o 25 de Abril de 1974, facto que confere desde logo um carácter de especificidade à descolonização desta pequena fatia do Império que se desmorona.

Exactamente um mês depois de consumado o derrube do regime marcelista, o governador português de Timor-Leste declara que caberá aos timorenses decidir através de referendo se pretendem continuar parte de Portugal , se desejam integrar a Indonésia ou ser independentes.

No primeiro dia de Setembro, Jacarta afirma não ter quaisquer planos de intervenção na colónia portuguesa e volta a confirmá-lo a 22 do mesmo mês.

Almeida Santos parte a 6 de Outubro para desenvolver contactos em Timor e Macau e diz-se confiante na resolução da situação timorense pela via de uma ampla consulta popular e eleições legislativas. A 18 do mesmo mês, Almeida Santos encontra-se com representantes indonésios onde é acordado que ambos os países respeitarão os resultados do plebiscito.

Em Dezembro celebra-se um acordo com a empresa americana Oceania Explorativa para a pesquisa de petróleo naquela colónia.

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