Acontecimentos em 1976-87

Apesar dos poucos recursos, as FALINTIL prosseguiram as suas operações contra postos indonésios, os quais, por sua vez , fizeram centenas de prisões, fuzilamentos indiscriminados e sucessivas ofensivas militares para aniquilar a Resistência. O regime do presidente Suharto apenas reconheceu 60 mil mortos entre 75 e 76, não permitindo nenhum tipo de ajuda humanitária internacional. Em Julho de l976, a Indonésia, por decreto presidencial, consagra Timor-Leste como a sua 27ª Província. Mas a batalha estava longe do fim. Nos três anos seguintes, prosseguiram os massacres e a repressão militar.

A Resistência, liderada pelo carismático Xanana Gusmão, vai respondendo como pode, sem nunca se cansar. Em Março de 79, a Indonésia afirma que Timor-Leste ficaria, daí em diante, sob administração civil. Mais uma vez, a palavra foi quebrada: houve relatos de prisões em larga escala. Um ano depois, a Indonésia controlava fisicamente a população timorense e, em 81, soube-se que mais de 3 mil pessoas foram deportadas para a ilha de Ataúro, onde acabaram por morrer sem alimentação nem quaisquer cuidados básicos. Nos anos seguintes, a Resistência continuou a "irritar" e a desgastar o exército indonésio através de pequenas emboscadas estratégicas, quase sempre eficazes. Um general indonésio disse, na altura, que havia 7 mil militares no território contra 700 combatentes da FRETILIN, mais 1000 membros activos e cerca de 3 a 5 mil simpatizantes. O povo timorense não desistia, nem desiste de uma causa tão antiga quanto essencial como é a da liberdade.

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