Nasceu em Díli, em 1949, de mãe timorense e pai português, e foi educado numa missão católica em Soibada. Dos seus onze irmãos, quatro foram mortos pelos militares indonésios.
Exerceu várias funções na área da imprensa, rádio e TV em Timor Leste, participando activamente na tomada de consciência política no território, o que lhe valeu o exílio em 1970-71, em Moçambique. Em 1974, com 24 anos de idade, funda a Associação Social Democrata Timorense (ASDT).
Constituindo uma influência moderada no nacionalismo timorense emergente, saiu de Timor-Leste pouco antes da invasão indonésia, chefiando a delegação da FRETILIN para as Nações Unidas e tornando-se, assim, o diplomata mais jovem a discursar no Conselho de Segurança da ONU.
Estudou Relações Internacionais, Política e Direito nos Estados Unidos da América, Holanda e França. Não podendo regressar a Timor-Leste, fixou residência nos E.U.A., onde permaneceu até 1989, como representante da FRETILIN nas Nações Unidas. Teve como tutor em política externa americana Noam Chomsky.
Dedicando-se à causa de Timor-Leste, tem percorrido o mundo em nome da paz e da liberdade do povo maubere, pela via política e diplomática. É, aliás, autor do Plano de Paz do CNRM (do qual é representante especial) para a região.
Em 1996, o seu esforço foi reconhecido internacionalmente ao ser galardoado, juntamente com D.Ximenes Belo, com o Prémio Nobel da Paz.
Colabora com outros campeões dos Direitos Humanos, tais como: Daw Aung San Suu Kyi (Birmânia), Rigoberta Menchú (Guatemala) e o Dalai-Lama.
Falamos de José Ramos-Horta.
Autoria: Ana Pago, Ana Sofia Ferrão, Patrícia Pestana da Silva e Sara Lopes
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