UDT - União Democrática Timorense

Data de fundação: 11 de Maio de 1974

Foi o primeiro partido de Timor-Leste e também o mais popular durante alguns meses.

A declaração inicial defendia os princípios democráticos, distribuição dos rendimentos e, mais importante, uma autonomia progressiva concretizada numa participação crescente dos timorenses, mas sempre à luz da bandeira portuguesa, para culminar na integração de Timor-Leste numa comunidade de língua portuguesa.

No entanto, apesar do partido se ter apresentado coeso à partida, o curso dos eventos nos meses seguintes evidenciou diferentes susceptibilidades em relação ao mesmo problema: enquanto um grupo conservador era apoiado pelos chefes tradicionais e os administradores (cujas posições e privilégios adquiridos durante a administração portuguesa os levavam a enfatizar uma continuação com a metrópole), os interessados numa diversificação das trocas comerciais com outros países além de Portugal salientavam as vantagens da independência.

Em 27 de Julho de 1974 o MFA em Lisboa determinou uma nova orientação aos territórios coloniais; através dela, os timorenses foram confrontados oficialmente, e pela primeira vez, com a possibilidade de se tornarem independentes.

Alguns dias mais tarde , a UDT publicou os seus estatutos provisórios, onde preconizava a autoderminação orientada para uma federação com Portugal, com uma fase intermédia para a obtenção da independência e rejeitava a integração em qualquer país estrangeiro. No entanto, Portugal não se manifestou acerca desta ideia de uma federação, apesar de ter sido enviada uma mensagem ao Presidente da República. É provável que o desencorajamento de um elo definido com Portugal estivesse também ligado aos ventos de independência que sopravam a partir da antiga metrópole, espalhando-se pelas colónias africanas e influenciando um outro partido independentista que desafiava as hesitações da UDT: a ASDT.

Alguns dos fundadores da UDT foram: Mário Carrascalão, proprietário de plantações de café, administrador da Cooperativa Agrícola e antigo dirigente do partido caetanista ANP (Associação Nacional Popular) - o único partido autorizado pela lei, aliás; Lopes da Cruz, ex-seminarista, director do Jornal A Voz de Timor (patrocinado pelo governo) e também membro da ANP; Domingos Amaral, um intelectual, e César Mouzinho, Presidente da Câmara Municipal de Díli./p>

Hoje em dia, a UDT tem como finalidades:

- Lutar pela defesa intransigente do direito do Povo Timorense à Autodeterminação e Independência do território de Timor-Leste;

- Garantir a Paz, a Democracia, o Desenvolvimento e a Justiça Social do povo de Timor-Leste;

- Lutar pela observância da Declaração Universal dos Direitos Humanos em Timor-Leste.

Para saber mais:

[ Invasão e Resistência | ASDT/FRETILIN ]

[ CITI ]