Ângelo de Lima (1872-1921)

Poeta português, nasceu no Porto a 30 de Julho de 1872. Em 1891 e 1892 participou como voluntário numa exposição militar a Moçambique. Em Novembro de 1894, é internado no hospital do Conde de Ferreira, no Porto, onde permanece até 1898. Foi nessa época director artístico de «A Geração Nova». Em 1900 é de novo internado, em Lisboa, no Hospital de Rilhafoles.

Nos seus momentos de lucidez foi compondo poemas que vieram a lume em «Poesias Completas» 1971. Foi colaborador da revista Orpheu.

São notáveis alguns dos seus sonetos. Na sua obra há sinais precursores da escrita automática dos surrealistas. Tão vaga era a sua poesia que algumas das suas composições não chegavam a exprimir fosse o que fosse de literal.

- Além fui - a Ninive da Piedade,

A cidade do Luto singular

E a sepultura da Semi-Ranil...

- E hoje...'stá por Ali, Vaga, a Saudade...

- E anda no Céu Supremo a Eterna Estar...

- E... Passa, às vezes, a Serpente... - Ali...

Faleceu em Lisboa a 14 de Agosto de 1921, no Hospital de Rilhafoles.

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